DETALHES

Título: Seres abissais sobrevivem
Data: 2014
Técnica: Instalação composta por 50 imagens de 40 x 30 cm e um objeto de 40 x 40 x120 cm
Dimensões físicas: Variáveis

DESCRIÇÃO

Seres abissais sobrevivem é uma instalação que engloba 8 imagens (feitas com gravura, fotografia e desenho) e uma escultura construída com ouro, couro e madeira. 

As imagens foram produzidas a partir de uma pesquisa sobre a percepção do tempo. Para tanto, foi observado o celacanto, um peixe que há 400 milhões de anos existe sem nenhuma alteração evolutiva significante, apenas adaptações às mudanças climáticas do planeta Terra. Nós, os seres humanos, existimos na forma anatomicamente moderna há aproximadamente 200.000 anos e desenvolvemos uma cultura simbólica e uma linguagem há aproximadamente 50.000 anos. 

Na escultura, foi usado 40 metros de fio de couro com  uma chapa de 1 milímetro de ouro na ponta. Essa é a proporção entre o tempo de existência das duas espécies. Esse fio fica dentro da base de madeira e é posto ou tirado de dentro dela pelo público. 

A partir da comparação da idade desses dois seres vivos que convivem no mesmo planeta e na mesma época, surge a escultura e o arquivo de pesquisa fictício, usado para entender como tempos tão diferentes convivem. 

Na exposição, a escultura é rodeada pelos “documentos” emoldurados e com legendas como nos museus de história natural. O texto ao lado, com possíveis alterações pois ainda não é o texto final,  será distribuído ao público.

Há aproximadamente 400 milhões de anos, nas profundezas do oceano, um peixe começava a não querer mais viver na água. Ele desenvolvia nadadeiras com ossos, dizem que seriam como as pernas dos mamíferos bípedes que tomariam conta do planeta. 

Muito tempo se passou desde essa época, mais ou menos uns 399.900.000 anos, até que surgiu o Dr. Beringhs Curti, um mamífero bípede que nunca se cansou de pesquisar as nossas origens. 

Uma das questões que o incansável pesquisador nunca abandonou foi entender o que significa a convivência de dois animais, o Celacanto e o Homem, de épocas tão diferentes.

Por esse motivo, no começo do século XX, o celacanto virou uma obsessão para o Dr. Curti. Essa obsessão o levou a ser expulso de todas as instituições acadêmicas e de pesquisa que não concordavam com seus meios pouco “ortodoxos” de trabalho. 

Desiludido do mundo e das pessoas, sumiu misteriosamente. Muito dizem que ele vive recluso numa ilha continuando seu trabalho. Essa especulação acontece desde que vários cientistas, e mesmo pessoas comuns, começaram a receber estranhos objetos e documentos anônimos, a
princípio enigmáticos, mas que podem ser relacionados com o pesquisador.

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